Postado por Carlos Moreira em
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
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Por que as coisas mais incríveis da vida foram aquelas que passaram diante de nós e a gente quase não se apercebeu delas, foi como brisa de final de tarde num dia ensolarado de verão?
Por que a gente só dá valor a pai e mãe depois que a gente os perde na vida, depois que amargamos experimentar o fato de que os túmulos não falam, nem afagam, apenas calam?
Por que só aprendemos a reconhecer o valor da amizade quando perdemos nossos amigos, sofremos sozinhos, choramos escondidos, disfarçamos na mesa do bar as ausências reveladas pelas cadeiras vazias?
Por que a gente só se sente seguro depois que o corpo não corresponde mais aos nossos anseios, quando braços e pernas teimam em não mais nos obedecer?
Por que a gente só se sente maduro quando não dá mais para fazer coisas que só os garotos fariam, e por que a gente quando é garoto não consegue agir como gente grande?
Por que depois dos 40 a velhice se aproxima tão velozmente: a vista cansa, as costas doem, o sono é conturbado, a paciência diminui, tudo parece apenas mesmice?
Por que o amor com o tempo vai se apagando, como vela em fim de festa, e o seu brilho vai se ofuscando, como o orvalho da manhã que encobre o vidro da janela do quarto?
Por que a vaidade nos deixa a certa idade, os sonhos se esfarelam, os planos se desfazem, as prioridades deixam de existir, tudo, absolutamente tudo, passa a ser algo dramaticamente real?
Por que os filhos crescem tão rápido e nós, pais, sem que façamos absolutamente nada, passamos de mocinhos a bandidos, de heróis a vilões; por que eles deixam de nos beijar, abraçar, de dizer que nos amam e precisam de nós?
Por que a certa altura da vida, o exercício de qualquer que seja a profissão trás consigo um grande enfado, pois quando este tempo chega, até ganhar dinheiro se torna coisa penosa?
Por que antes que venhamos a experimentar todas estas coisas, e os nossos dias tornem-se sem propósitos, não nos rendemos a Deus, que pode ressignificar hoje nossa existência, dar a ela outro destino, colorir o acinzentado que se acumulou em nossos olhos encharcados de tanto asfalto e concreto, por sabor em nossa comida, prazer em nossas relações, sonhos em nossa rotina, música em nossa alma, paz e bem em nossa vida?
Carlos Moreira
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